Programa

GILLES DELEUZE: CINEMA E PENSAMENTO
prof.
James Arêas

Ementa:
A Filosofia Moderna esteve ocupada em realizar por si só uma tarefa análoga a do Cinema: pôr o movimento e o tempo no pensamento. Para efetuá-la foi preciso inventar uma nova concepção da imagem, e até mesmo uma nova imagem do pensamento. Partindo de Bergson e Pierce, Deleuze descobre no Cinema um poderoso aliado do pensamento, já que a experiência cinematográfica possibilitou às imagens expressarem diretamente as forças de modulação da realidade e configurar novos mundos preceptivos, afetivos, pulsionais e ativos, seja através da análise sensível do movimento, seja através do esforço deliberado em fundir o pensamento com a realidade íntima do tempo.

DELEUZE / CINEMA
Prof. Ruy Gardnier

Ementa:
"O que define o neo-realismo é essa ascensão das situações puramente óticas [...], que se distinguem essencialmente das situações sensório-motoras da imagem-ação do antigo realismo". A partir do neo-realismo, e posteriormente da nouvelle vague e dos cinemas novos dos anos 60 (Japão, Tchecoslováquia, Itália, Brasil, entre outros), o cinema instaura uma nova forma de registrar os acontecimentos do mundo através de sons e imagens. Gilles Deleuze chama esse cinema de "Imagem-Tempo" e dedica a ele o segundo volume de seu livro sobre cinema. O curso pretende abordar os principais conceitos desse livro -- situações óticas e sonoras puras, imagem-cristal, o cinema das potências do falso e cinema do cérebro --, e discutir particularmente o trabalho de alguns dos cineastas mais decisivos da imagem-tempo, como Roberto Rossellini, Jean-Luc Godard, Max Ophüls, Orson Welles, Alain Resnais e Marguerite Duras.

DELEUZE, O TEATRO DE CARMELO BENE E A PINTURA DE FRANCIS BACON
Prof.
Ovidio de Abreu Filho

Ementa:
Gilles Deleuze (1925-1995) dedica-se, ao longo de sua obra, a submeter a filosofia ao problema da criação: como o novo é possível? Após uma introdução geral à sua filosofia da Diferença, examinaremos como essa questão, que relaciona filosofia e arte, direciona e ilumina os estudos de Deleuze sobre o teatro de Carmelo Bene (1937-2002) e sobre a pintura de Francis Bacon (1909-1992).

FERNAND DELIGNY: TEORIA E PRÁTICA DAS IMAGENS
Prof. Marlon Miguel

Ementa:
1. 1955: câmera como instrumento pedagógico.
2. "Camerar": filmar sem intenção.
3. Imagens selvagens e imagens domésticas; o experimental e o comercial.
4. "Um olho fora do olho": Deligny entre Jean Epstein e Dziga Vertov.
5. Por uma geografia dos gestos.